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Estudo do cinema a partir de outras mídias é foco de pesquisa da UFSCar

 

Uma pesquisa da UFSCar está propondo uma abordagem intermidiática no modo de analisar e estudar o cinema no Brasil. Em vez de buscar diferenciá-lo enquanto formato artístico, a pesquisa “Por uma história intermidiática do cinema brasileiro” procura compreender o cinema nas suas relações com outras artes e mídias, entre elas, o teatro, música e artes plásticas.

“O objetivo é procurar um método interdisciplinar dedicado aos fenômenos que envolvam mais de uma mídia, minimizando o peso das grandes universalizações teóricas sobre o cinema. Deixando de lado a especificidade de cada mídia, o cinema passa a ser visto como uma forma multimídia ou como uma combinação de mídias e de artes”, explicam os pesquisadores do Cinemídia - Grupo de Estudos sobre História e Teoria das Mídias Audiovisuais do Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som (PPGIS) da UFSCar. Neste projeto, o grupo, tem a parceria do Department of Film Theatre & Television (FTT) da University of Reading (UoR), da Inglaterra.

Para pôr em prática essa nova forma de estudar as atividades cinematográficas no País, o projeto cobre um grande período da produção do cinema brasileiro, que vai desde o início dos anos vinte até a atualidade. “A seleção de filmes foi feita para contemplar grande parte da trajetória da história do cinema brasileiro. Assim, o projeto inclui o cinema silencioso, a consolidação do cinema falado, a produção dos anos quarenta e cinquenta até chegar aos filmes contemporâneos”.

A proposta em torno da intermidialidade preenche uma lacuna nos estudos cinematográficos. “Ao longo da história do cinema, boa parte da teoria cinematográfica colocou em primeiro plano o estudo sobre os cineastas, buscando as especificidades dos filmes em relação às demais formas artísticas. Essas teorias tentavam ao mesmo tempo legitimar o cinema e isolá-lo como uma arte única. Por causa disso, muitas vezes o diálogo entre o cinema e as outras mídias ficou em segundo plano”, descrevem os pesquisadores. Mas nos últimos trinta anos, apontam, tanto no campo da teoria da comunicação quanto na teoria comparada da literatura, alguns pesquisadores inverteram essa tendência. “Seguindo na direção contrária, eles observaram as continuidades entre as formas midiáticas. Naquele contexto, percebia-se o quanto a própria formação de cada mídia surgiu a partir do diálogo com as demais”.

Iniciada em 2015 e prevista para terminar em 2018, a pesquisa inclui uma detalhada análise de filmes e de algumas peças teatrais, performances musicais no cinema, assim como o levantamento em jornais e revistas sobre a produção brasileira - além, é claro, de vasta pesquisa bibliográfica sobre a intermidialidade. Tanto os pesquisadores da UFSCar quanto os de Reading desenvolvem extenso trabalho em acervos cariocas, paulistas e pernambucanos, incluindo a Cinemateca Brasileira, o Arquivo Nacional, Arquivo Público do Estado de São Paulo, entre outros.

Além disso, o projeto inclui atividades abertas ao público, organizadas de maneira concomitante no Brasil e na Inglaterra. De 9 a 11 de novembro, acontece o I IntermIdia Conference/II Encontro Cinemídia 2016, congresso internacional que será realizado na UFSCar. Em 2017, haverá a Brazilian Music Film Season/a Contemporary Brazilian Music Film Season, em Reading, e a Tropicália Film Season na Tate Modern, em Londres.

Sobre o Cinemídia
O Estudo faz parte das atividades do Grupo Cinemídia, que existe desde 2013 e se dedica a investigar as mídias audiovisuais a partir de uma compreensão da história e da teoria como fatores dinâmicos que envolvem, por exemplo, os processos de mediação e a intermidialidade. O Cinemídia é composto tanto por professores quanto alunos do Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som (PPGIS), bem como da graduação.

Os pesquisadores do Cinemídia envolvidos com o projeto são Luciana Corrêa de Araújo (pesquisadora principal da equipe brasileira), Suzana Reck Miranda, Flávia Cesarino Costa e Samuel Paiva, todos do Departamento de Artes e Comunicação (DAC). A equipe inglesa é coordenada pela professora Lúcia Nagib, também coordenadora geral do projeto.

A pesquisa recebe o apoio institucional da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, da Pró-Reitoria de Pesquisa, do PPGIS e do DAC da Universidade, além do apoio financeiro da Fapesp no Brasil e da Arts & Humanities Research Council (AHRC) na Inglaterra.

 

Fonte: Notícias UFSCar

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